Quando parece que as coisas finalmente estão andando, quando tudo volta a dar certo, quando a esperança de ter finalmente encontra a paz, ou alguém que lhe proporcione a mesma surge, a maldição da princesa solitária volta.
Acho que não é meu destino ter alguém do meu lado.
Pois ninguém consegue me ter por muito tempo.
Todos enjoam.
Todos vão embora.
E deixam em mim, apenas lembranças.
Boas lembranças.
Lágrimas caindo.
Choros e soluços contínuos.
A falta daquele alguém será constante.
Mas não posso obrigar ninguém a aturar-me.
O que pode se fazer?
Recomeçar.
Difícil? Sim.
Impossível? Talvez.
Mas por que talvez?
Porque um recomeço sempre carrega consigo marcas passadas que aos poucos e naturalmente são deixadas para trás.
Mas um dia, elas somem, como passos deixados na areia: nós pisamos, mas logo logo virá a maré apagá-las.
E não é porque foram apagadas, que elas nunca estiveram ali.

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