Ora, mas que nome triste não? Um reino com um nome tão sombrio. Mas ele existiu sim.
E lá só havia um habitante.
Um menininho.
Que ficava o dia sentado embaixo de uma árvore, brincando com sua própria sombra, pois não haviam crianças para ele brincar.
Ele ficava ali, o dia todo, catando folhas, cantando, olhando para o céu e se penguntando: será que eu ficarei aqui para sempre? Será que ninguém no mundo me quer?
Mas não haviam respostas para essas perguntas, pois ninguém as respodia. O pequeno garoto se chama León. Ele chorava a noite ouvindo a longa distância as crianças do outro reino brincando, rindo e se divertindo.
Mas por que León não ia lá? Por que ele não atravessava a colina e ia se juntar as crianças? Ahh, mas essa é fácil de responder: Quando nasceu León foi vítima de um teste realizado com o povoado do Reino. Povoado do Reino? Mas então haviam pessoas? Sim! Haviam! Antes era um reino alegre, colorido e cheio de vida! Tantas alegrias que uma bruxa ficou com tanta inveja que rogou uma praga em cima daquelas inocentes pessoas: Eles cairíam em um sono profundo e somente o mais jovem dentre eles não adormeceria. Ele ficaria preso no reino até que alguém venha buscá-lo. Até alguém vir aqui e mostrar um amor tão puro, capaz de libertá-lo e ao seu povo.
E ali León ficou.
Preso em seu reino fantasma.
Sem pais.
Sem amigos.
Sem ninguém.
Acostumando-se com a solidão.
As pessoas não se aproximavam dos muros daquele reino, pois boatos diversos existian sobre o que aconteceria com aquele que se atrevesse a entar no território marcado por feitiçaria. Sim, alguns tentaram, mas caíram em sono também, pois foram de curiosos e não coma verdadeira intenção de ajudar o menino solitário.
Certo dia, a filha do Rei do País vizinho brincava sozinha em seu quarto. Ela olhava pela janela seus amiguinhos brincando na rua, e ela queria se juntar a eles, mas como princesa, ela não podia se misturar com a plebe.
Ela deveria ficar em sue quarto, aguardando um príncipe de algum país longinquo vem pedir-lhe a mão em casamento. Mas Dóravan não queria casar!! Ela queria conhecer a vida, a vida que lhe foi tirada pelo posto de 'princesa'. Dóravan era muito queria por todos, pois era linda, inteligente, e muito bondosa.
Certo dia, ela ouviu os empregados do castelo falando que viria naquela tarde um lindo príncipe finalmente fazer-lhe o pedido.
-Não!, pensou Dóra! Não quero me casar. não o conheço, não o amo!
Foi então que ela cometeu a maios]r loucura da vida dela. No seus desespero, ela fugiu do castelo. Ela não sabia bem para onde ir. Ela só queria ficar sozinha. Longe dos bajuladores, dos pais incompreensíveis, do tal príncipe... Enfim, de todos.
Ela atravessou os limites do castelo e foi parar em um lugar que ela não conhecia. O medo começou a surgir, mas ela seguiu em frente, com uma coragem que nem ela sabia que tinha.
Ela foi entrando em uma terra desconhecida. Uma terra cinza. Serão amigos ou inimigos os habitantes daqui?
Mas não havia tempo a perder, a essa hora já haviam descoberto que ela fugia e todos deviam estar à sua procura.
Ela entrou no reino estranho. Ela procurou alguém. Não havia ninguém.
Não, espera, havia sim. Havia um garoto. Um belo garoto. Dormindo ao pé de uma cerejeira. Acordo ele? , questionou-se Dóra. Mas o que fazia aquele garoto sozinho ali, no frio, escuro, deitado na grama, com a expressão vazia enquanto dormia? Bom, só havia um meio de saber: Hey, por favor, acorde!
León deu um pulo, pois jamais havia escutado a voz de outra pessoa. Ele não sabia o que fazer: Ela é um anjo, com tal beleza e docura em sua voz? Ou um truque da bruxa?
-Quem és tu?
-Sou Dóravan, uma camponesa do reino vizinho! mentiu Dóra.
-E por que está aqui?
-Estou aqui por que quero ficar sozinha.
-Quer ficar sozinha? Por qual motivo?
- Muitas coisas, mas pricipalmente porque convivo com gente demais. Gente demasiadas falsas.
-E só por isso quer ficar sozinha? Sabe realmente o que é ficar sozinho?
Então León e Dóra começaram a conversar noite a fora.
E uma linda amizade começou a formar-se. Eles brincaram, eles comeram juntos frutinhas caídas no chão, olharam as estrelas e um lindo amor começou a brotar dali. O maior desejo de León era sair dali, encontrar pessoas e conviver com elas. Agora junto com Dóra.
Mas a notícia se espalhou. Não para pessoas e sim para a feiticeira. Uma garota estendeu a mão para o garoto? Não era posssível!
A maldição seria quebrada? Ela não queria isso! Então sua crueldade se espalhou e ela foi visitar o reino da Solidão.
O casal assustou-se ao ver aquela horrenda bruxa ali. E ela, vendo que a cena de uma princesa ali, com um pobre garoto esquecido, pensou logo em um jeito de não ser vencida.
" Vejo que alguém estendeu-lhe a mão León! Mas não será por muito tempo. Deve escolher entre ficar aqui, com a princesa ou sair deste reino sem ela. Se escolher sair daqui, ela tomará seu lugar de 'guardião' do País da Solidão. Se escolher ficar com ela aqui nunca mais nenhum dos dois poderá sair. Então, escolhe ficar aqui sozinho com ela ou conhecer o mundo que lhe foi tirado? A escolha é tua Leóm."Dóra começou a chorar, pois sabia do desejo de León conhecer as pessoas, lugares e tudo que foi privado. Mas para surpresa de todos, León esboçou um sorriso de orelha a orelha e disse:
'Eu não estou mais sozinho. Escolho ficar, pois tenho-a ao meu lado. Não preciso de mais nada, e sim somente do amor dado-me por ela.'Nesse momento algo estranho aconteceu: O mundo tingido de cinza criou vida, os animais apareceram, pessoas começaram a aparecer. O reino voltara.
A bruxa esboçou um sorriso contrariada e falou: Muito bem garoto, você viu que estar acompanhado não significa necessariamente estar com muitas pessoas a sua volta. E sim, uma que se doe por inteira, vale por um reino todo.
E assim termina, ou melhor, começa a história de León e Dóravan. Ele a escolheu. E isso foi recíproco. Ele percebeu que a felicidade estava em momentos bobos, como catar as frutinhas do chão e comê-las. Em rir com ela. Em estar com ele. Ele nã recisava mais de nada. Somente Dela.
