quinta-feira, 16 de maio de 2013
8º andar- Clarisse Falcão
Quando
eu te vi fechar a porta eu pensei em me atirar pela janela do 8º
andar,
Onde a dona Maria mora, porque ela me adora e eu sempre
posso entrar,
Era bem o tempo de você chegar no T, olhar no
espelho o seu cabelo, falar com o seu Zé,
E me ver caindo em cima
de você como uma bigorna cai em cima de um cartoon qualquer.
E
ai, só nos dois no chão frio,
De conchinha bem no meio fio,
No asfalto riscados de giz,
Imagina que cena feliz,
De conchinha bem no meio fio,
No asfalto riscados de giz,
Imagina que cena feliz,
Quando
os paramédicos chegassem e os bombeiros retirassem nossos corpos do
Leblon,
A gente ia para o necrotério ficar brincando de sério deitadinhos no bem-bom.
A gente ia para o necrotério ficar brincando de sério deitadinhos no bem-bom.
Cada
um feito um picolé,
Com a mesma etiqueta no pé,
Na autópsia daria pra ver,
Como eu só morri por você,
Com a mesma etiqueta no pé,
Na autópsia daria pra ver,
Como eu só morri por você,
Quando
eu te vi fechar a porta eu pensei em me atirar pela janela do 8°
andar,
Invés disso eu dei meia volta e comi uma torta inteira de
amora no jantar. ♪♪♪
Engraçado o fato de criarmos a ilusão de que precisamos de alguém para sermos felizes. Não, não precisamos. Podemos complementar nossa felicidade com alguém. É egoísmo depositar o dever do nosso bem-estar em outro indivíduo. Ninguém tema obrigação de nos alegrar. Nós temos que cativar isso, começando por si mesmo. Há tantas coisas que sentimos a necessidade ter ter uma "companhia" e que na realidade, é só uma desculpa para não encarar a si mesmo. O simples fato de preparar uma janta. Um cinema. Um filme. Curta quem mais vale a pena, você.
Qual o problema?
Qual o problema das pessoas em serem francas umas com as outras? Medo? Vergonha? Status?
Tantas brigas, decepções, desentendimentos não aconteceriam se uma coisa chamada CONVERSA existisse em todos os momentos, e não somente em uma roda de bar.
Amigos que se conhecem há anos. Amigos que se conhecem há dias. Todos merecem saber a verdade.
Engraçado como o ser humano é egocêntrico. Queremos sempre algo em troca, nada pode ser de graça. Uma ajuda não pode vir sem um 'obrigada' no final. Conversando com um amigo meu, questionei isso. Obtive como resposta que o ser humano tem a necessidade de ser bajulado, se provar que necessitam dele.
Para mim, nós humanos, não somos melhores que uma margarida num jardim.
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